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Software utilizado revelou-se «um investimento inútil»

SOFIA JESUS *
O software utilizado no processo de colocação de professores para 2004/2005, desenvolvido pela empresa Compta, foi «um investimento que, na prática, se tornou inútil», pois, ao permitir que apenas os seus programadores tenham acesso ao código-fonte, «não poderá ser corrigido e melhorado por terceiros». Esta é uma das conclusões do parecer técnico elaborado pelo Grupo de Utilizadores de Linux do Departamento de Engenharia Informática do Instituto Superior de Engenharia do Porto (GULDEI-ISEP), feito com base em informações recolhidas junto das escolas secundárias do distrito do Porto e «nunca junto de fontes oficiais».

Uma das críticas que têm sido feitas ao modo como foi conduzido o processo de colocação de docentes é: se o software tinha falhas, porque não se mudou para outro ou outra empresa? Como explicou ao DN Nuno Carvalho, do GULDEI-ISEP, «neste tipo de contratos, estabelece-se que, se a empresa abandonar o trabalho, não é obrigada a dar o código». Isto é: «Qualquer outra empresa que viesse a ser contratada teria que começar do zero.»

O parecer deste grupo, composto por docentes e alunos de Engenharia Informática, critica o facto de o software, desenvolvido em regime fechado, impedir o acesso a entidades externas, pondo em causa a «comprovação da integridade da lista oficial». O grupo diz que «houve falha no software», mas o grande problema é que «não foi possível a detecção de falhas ao nível da programação por parte dos funcionários ou entidades independentes», devido ao tipo de sistema adoptado.

Nuno Carvalho refere que, quando se cria um software em regime livre, «escreve-se um programa, que dá aos outros a oportunidade de verem como foi feito, de o analisarem e melhorarem». No caso do software em regime fechado - também designado de proprietário -, e utilizado pela Compta, «apenas o seu criador tem acesso ao código utilizado» e apenas ele - e a sua equipa - pode tentar corrigi-lo. E exemplifica: «Um docente não colocado, ao questionar-se sobre porque é que não foi colocado, não poderia ver o percurso lógico dos dados que conduziram a esse resultado.» Ou seja: «Qualquer que fosse a lista oficial, não seria possível comprovar a integridade da mesma.»

«Não estamos a dizer que o software deles é mau, até porque não o conhecemos», salienta Nuno Carvalho. Mas «num programa desta complexidade», que envolve muitos dados e variantes, a opção pelo regime livre permitiria que os testes de qualidade fossem realizados por muito mais gente, «200, 300 programadores» com a devida antecedência, permitindo a detecção e correcção de irregularidades em tempo útil.

Questionado sobre a segurança oferecida pelo software de acesso livre, Nuno Carvalho desdramatiza, assegurando que «aquilo que seria disponibilizado publicamente seria apenas uma cópia do código utilizado», com dados fictícios, e nunca com a informação constante na base de dados do Ministério da Educação (ME). Embora admitindo que algumas das sugestões de alteração ao código pudessem ser «maliciosas», o estudante lembra que elas nunca seriam automaticamente adicionadas, mas antes previamente avaliadas pelos gestores de projecto. Por isso, e para Nuno Carvalho, resta apenas saber: «Onde é que estava o plano B? E aí parece do senso comum... Onde estava o programa do ano passado? Embora menos complexo, porque era a nível local, o programa estava a funcionar... Já passei por mudanças de sistemas informáticos e tem que se fazer sempre um paralelo, nunca se pode ignorar completamente o anterior.»

REACÇÕES. Contactada pelo DN, a empresa responsável pelo software não quis comentar este parecer técnico, remetendo qualquer declaração para o comunicado de imprensa que emitiu no passado dia 22 em que alegava não poder dar esclarecimentos mais exaustivos por causa «do dever de confidencialidade a que se encontra vinculada». Da mesma forma, o ME, tomando conhecimento do parecer, não se mostrou disponível para prestar declarações.

*Com Susana Salvador

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